quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

ProRural investe R$ 40 milhões em ações do projeto Pernambuco Rural Sustentável‏

Com um saldo de R$ 40 milhões financiados  em iniciativas de negócios rurais e ampliação do acesso à água e  outras infraestruturas rurais complementares, o Programa de Apoio ao Pequeno Produtor Rural - ProRural encerra o ano de 2014 fazendo um balanço positivo de suas ações de   promoção do desenvolvimento  rural sustentável.

Por meio do  Projeto Pernambuco Rural Sustentável (PRS), objeto de uma parceria entre o Governo do Estado de Pernambuco e o  Banco Mundial, estas iniciativas vem contribuindo para  a criação de oportunidades, redução das diferenças socioeconômicas, expansão e melhoria de infraestruturas e serviços públicos, apresentando avanços relevantes para as atividades da agricultura familiar  e promovendo o   desenvolvimento local e territorial em Pernambuco.

"Com uma importante contribuição para o desenvolvimento das principais redes produtivas do Estado, a exemplo da caprinovinocultura,  apicultura, piscicultura, bovinocultura, friticultura, dentre outras, o ProRural  apresentou, este ano,  o maior investimento de toda sua história desde 1977, ressalta o gerente geral, Walmar Jucá.  Ele explica que deste total, R$ 14,2 milhões foram aplicados em projetos produtivos voltados a inclusão econômica rural, como a implantação de empreendimentos associativos,  e   R$ 26,3 milhões, destinados a infraestrutura hídrica, atendendo cerca de  oito mil e quinhentas famílias de 180 municípios.

"Durante a missão para supervisão dos projetos, realizada por representantes do Banco Mundial, em outubro, recebemos uma avaliação positiva por parte da instituição financeira", destaca Walmar. De acordo com o BIRD, em 2014, houve um avanço na execução das obras propostas  e os investimentos produtivos e hídricos  estão superando as metas intermediárias.

Em relação aos projetos realizados em parceria com Governo Federal beneficiando as famílias moradoras de comunidades rurais, o ProRural realizou no período de 2010 a 2013, por meio de convênio com o Ministério de Desenvolvimento Social, a construção  de 31 mil cisternas de placa, para armanezamento de 16 mil litros de água, através da aplicação de R$ 62 milhões em recursos. Já no setor de saneamento, o Programa empregou R$ 2 milhões, em convênio com a Funasa, para construção de 492 banheiros com fossa séptica, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população rural.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Fórum discute desenvolvimento regional para Salgueiro e entorno

Nesta terça (16) e quarta-feira (17), a Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco – Condepe/Fidem participa do fórum “Plano de Desenvolvimento Sustentável de Salgueiro e Entorno: um instrumento para o Desenvolvimento Regional”. Realizado na cidade de Salgueiro, o encontro contará com a participação do gestor da Gerência de Apoio à Articulação Regional (GEAR), Paulo da Fonte, e do técnico Glieldson da Silva. Na ocasião, os dois representantes da Condepe/Fidem apresentarão detalhes do projeto desenvolvido pela Agência estadual em parceria como a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), ligada ao Ministério da Integração Nacional.

A abertura oficial do encontro será realizada por representantes da Sudene, do Ministério da Integração Nacional, da Agência Condepe/Fidem e da Prefeitura de Salgueiro. Em seguida, a Política Nacional de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional será apresentada em palestra. Depois é a vez da coordenação geral de Promoção do Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente – DPLAN/Sudene mostrar as ações do órgão no Programa de Desenvolvimento Regional, Territorial Sustentável e Economia Solidária. Para fechar o primeiro dia de apresentações, a gerência de Apoio à Articulação Regional (GEAR) da Agência Condepe/Fidem detalha o Plano de Desenvolvimento Regional, Territorial, Sustentável do Município de Salgueiro e seu Entorno. Após as discussões os participantes farão visita técnica às instalações da Transnordestina. O segundo dia de atividades também será marcado por visitas técnicas: projeto São Francisco; Plataforma Multimodal e Ponte do Ibó.

DESENVOLVIMENTO REGIONAL – Com vista nos projetos econômicos que hoje são tocados na região, que deverá ser beneficiada com trilhos de ferro, águas transpostas e complexo logístico, a preocupação dos governos municipal, estadual e federal é construir um desenvolvimento não só econômico, mas sustentável.  A elaboração do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Município de Salgueiro e seu entorno é fruto do Chamamento Público de 2013, e prevê a avaliação dos impactos dos investimentos em curso na região, como a Ferrovia Transnordestina, a Plataforma Multimodal de Salgueiro e o Projeto de Integração do Rio São Francisco. Compõem os objetivos do plano a identificação de principais problemas causados, desafios e potencialidades na perspectiva econômica, social e de logística além da elaboração de propostas que permitam desenvolvimento integrado e sustentável na região.

Fonte: Condepe/Fidem

Foto: Divulgação

Sesc promove nova edição do projeto “Brincando nas Férias”

O projeto “Brincando nas Férias”, desenvolvido pelo Sesc Pernambuco, ganha nova edição em janeiro. O intuito é oferecer uma programação qualificada para entreter as crianças e os adolescentes durante o período de recesso escolar. A iniciativa será movimentada em 11 cidades do interior do Estado.

 A colônia de férias, que a cada edição traz um tema especial, trabalhando atividades educativas e de esporte, acontecerá nos municípios de São Lourenço da Mata, Surubim, Belo Jardim, Goiana, Caruaru, Garanhuns, Triunfo, Araripina, Arcoverde, Buíque e Bodocó. Para participar, é preciso se inscrever na unidade de interesse.

Na capital do agreste, o projeto será realizado na semana que vai de 12 a 16 de janeiro. Nesses dias, a temática “Brincando e Cantando no Universo das Cores” ganha destaque. A programação conta com oficinas, passeio, banho de piscina, sessões de cinema, jogos de salão, atividades recreativas, contação de estórias, confecção de brinquedos, brincadeiras populares e gincanas. A iniciativa é voltada para o público dos cinco aos 12 anos, e custa R$ 90 (para dependentes) e R$ 150 (geral).

Já em Buíque, no Sertão pernambucano, a ação acontecerá de 26 a 30 do próximo mês, das 8h às 17h. Na agenda, entre as atividades, os meninos e meninas vão poder participar de jogos de salão, festa temática, brinquedos infláveis, além de receber orientação sobre higiene bucal. Serão oferecidos lanches todos os dias, e no encerramento um almoço para os participantes. Na unidade, a inscrição tem o valor de R$ 25 (para dependentes) e R$ 50 (público em geral).

“Inspirar e divertir” é o tema explorado em Araripina, de 12 a 16 de janeiro. Em Bodocó, as crianças e adolescentes poderão se divertir durante duas semanas, de 12 a 23. A programação e o valor do projeto em cada unidade pode ser conferido no site do Sesc (www.sesc-pe.com.br). As inscrições ficam abertas até o preenchimento das turmas.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Secretariado: candidatos esfregam as mãos ansiosos

Do Diario de Pernambuco – Rosália Rangel

A poucos dias de anunciar o secretariado, o governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), iniciou a fase mais complexa do processo de escolha dos nomes de seus futuros auxiliares. Ontem, segundo informação de bastidores, o socialista começou a convidar as pessoas para os cargos. Os nomes foram pensados a partir de consultas feitas a aliados próximos, tendo, inclusive, demonstrado preocupação com políticos que não conseguiram renovar os mandatos na eleição de 2014. Entre eles os deputados estaduais André Campos, Isaltino Nascimento e Laura Gomes, todos socialistas.

Apesar disso, o futuro governador tem conseguindo manter o mistério sobre os prováveis escolhidos. Tem ouvido muito e falado pouco, afirmaram integrantes da Frente Popular, coligação de 22 partidos que apoiou a campanha de Paulo Câmara ao governo do Estado. 

É justamente entre eles que a expectativa é maior. Nos próximos dias, quando a equipe será fechada, um telefonema do governador eleito ou de interlocutores dele, será, talvez, o momento mais aguardado para quem nutre a esperança de ser chamado para equipe. 

Comenta-se que para compor o grupo, o socialista não irá abrir mão de ter nas secretarias estratégicas pessoas da sua inteira confiança. Paulo Câmara irá anunciar o secretariado na próxima segunda-feira, às 15h, no Recife Praia Hotel, em Boa Viagem.

Fernando Bezerra Coelho visita Arcoverde

Depois de merecidas férias, o senador eleito Fernando Bezerra Coelho já está no interior de Pernambuco, visitando seus correligionários e agradecendo os votos recebidos nas últimas eleições.

No início da tarde hoje, sexta-feira (12), a prefeita de Arcoverde, Madalena Britto, recebe o senador eleito Fernando Bezerra Coelho. Ele teve uma votação expressiva na cidade e quer agradecer ao grupo, que se dispôs a trabalhar por sua candidatura. Coelho obteve 66,23% dos votos válidos o que significa, em números absolutos, 19.133 votos dos cidadãos arcoverdenses.  O encontro acontece no auditório do Hotel Cruzeiro com a presença também de outros prefeitos da região.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Governador recebe relatório da Comissão Nacional da Verdade‏

O governador João Lyra Neto recebeu, nesta quinta-feira (11/12), o relatório final elaborado pela Comissão Nacional da Verdade (CNV), criada com o objetivo de apurar e esclarecer as circunstâncias e autoria das violações aos direitos humanos cometidas no período entre 1946 a 1988. O documento, que foi entregue por um dos integrantes do colegiado responsável pela apuração dos fatos, o  advogado José Paulo Cavalcanti, relaciona 377 nomes sob a qualificação de “autores de graves violações de direitos humanos” e 434 vítimas, assim como os locais das violações com mapas e fotos.

“Com esse relatório, a Comissão Nacional da Verdade assegura o direito à memória e à verdade histórica”, afirmou o chefe do Executivo estadual, ao ressaltar que Pernambuco foi um dos primeiros estados a constituir, em 2012, uma Comissão com o mesmo propósito,  batizada de Dom Helder Camara. O grupo, formado por nove integrantes, foi instituído para apurar e esclarecer crimes de sequestro, morte, desaparecimento e tortura ocorridos no território de Pernambuco ou contra pernambucanos.                

Após o encontro, José Paulo Cavalcanti afirmou que a Comissão tinha obrigação de entregar um exemplar do documento a Lyra Neto, o qual classificou como “grande liderança” e “importante ator político”. Cavalcanti também lembrou a participação do ex-ministro e irmão do governador, Fernando Lyra, como um “combatente da liberdade”. “Os dois têm credenciais para receber essa deferência”, justificou a visita.  “Com esse gesto, também demonstramos a importância do Governo de Pernambuco nessa cruzada na direção da liberdade e dos direitos humanos”.

Garantir a competitividade é o desafio de Armando Monteiro

De volta a Pernambuco pela primeira vez, desde que foi anunciado como novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do governo Dilma Rousseff, o senador Armando Monteiro afirmou em entrevista à imprensa, durante confraternização da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), no Recife, que o foco central de sua atuação no governo será ampliar as condições de competitividade da economia brasileira, para que a indústria possa produzir mais e o país assegurar um volume maior de exportações.

“A agenda do ministério é uma agenda de crescimento e de desenvolvimento. O Ministério do Desenvolvimento joga no ataque, é ponta de lança, não joga na defesa. Mas nós reconhecemos que o reequilíbrio macroeconômico é importante para o País. O País precisa deste ajuste. Agora, eu acho que a exportação é uma oportunidade para a economia, é uma janela, porque se nós vamos ter menor crescimento no Brasil, nós temos que ser sócios do crescimento dos países que têm maior potencial neste momento. E como é que fazemos isto? Exportando para eles. Então eu acho que nós precisamos ter um olhar sobre estes mercados”, afirmou.

Na entrevista, Armando também condenou a postura dos pessimistas, que apostam no pior: “Os pessimistas no Brasil estão sempre condenados a perder. Quem apostar no pior, vai fazer uma aposta ruim. Um País que tem a nossa energia empreendedora, um País que se tornou a sétima economia do mundo, um País que tem instituições que, a meu ver, nos colocam numa posição de maior relevo do que os outros países dos Brics, é um país que tem as bases, a inteligência, o talento, os recursos humanos necessários para que nós inauguremos um novo ciclo de crescimento na economia brasileira”

Armando garantiu ainda que manterá “a melhor relação possível” com o governo Paulo Câmara, seu adversário nas últimas eleições, em Pernambuco. “Naquilo que a gente possa fazer dentro dessa margem de atuação do ministério, para servir a Pernambuco, e ajudar Pernambuco, nós faremos”, salientou.

Veja abaixo os principais tópicos da entrevista:

Relação com o governo Paulo Câmara

Armando Monteiro – “A relação do ministério com o governo será institucional. Portanto, será a melhor possível. Agora, o ex-candidato Armando é o ministro e o Paulo Câmara foi eleito pelos pernambucanos. Portanto, não vai haver dificuldade. Vamos ter uma relação institucional, uma relação cooperativa, na medida do possível, porque o ministério tem políticas nacionais. Mas, naquilo que a gente possa fazer dentro dessa margem de atuação para servir a Pernambuco, e ajudar Pernambuco, nós faremos”.

A importância do ministério para Pernambuco

Armando Monteiro – “A agenda do ministério é uma agenda de crescimento e desenvolvimento. Então, se o Brasil crescer, Pernambuco cresce. Ou seja, se o investimento se amplia, se se restaura a confiança dos agentes econômicos, se você dinamiza o comércio exterior, tudo isto ajuda Pernambuco, independentemente da ação que pontualmente o ministério realize em Pernambuco. Agora, eu já declarei que como Pernambuco tem uma série de arranjos produtivos importantes, confecção, gesso, os setores novos, o setor petroquímico, que é expressivo, a indústria naval, um parque, que aliás neste momento enfrenta dificuldades, o parque de produção de equipamentos de energia eólica, há um problema de Pernambuco com uma grande empresa desta área, o setor automotivo, que está nascendo. Então, nós vamos ter sempre um olhar para estes setores, naquilo que o ministério possa fazer”.

Preparação para assumir o ministério

Armando Monteiro – “Estamos na transição, mas na primeira fala, quando meu nome foi anunciado, eu já defini alguns eixos da atuação no ministério e tenho lido intensamente os relatórios de cada uma das áreas das empresas vinculadas, porque a estrutura do ministério, atua em várias áreas, por exemplo, essa área de propriedade industrial, de propriedade intelectual e industrial, patentes, a parte de normatização, metrologia, qualidade industrial, é o Inmetro. Você tem o BNDES, que é vinculado ao ministério, naturalmente as diretrizes da política industrial orientam as ações do banco, que é um banco de fomento. Temos ainda a Apex e a ABDI. A Apex é uma agência de promoção das exportações, que atua nas feiras internacionais, é o braço operacional do ministério. Tem a Suframa, que é a Zona Franca de Manaus. Toda a parte aduaneira, toda esta parte lá das importações da Zona Franca. Então, o campo de atuação do Ministério é vasto. Eu estou me inteirando, estudando, lendo os relatórios. E tem toda uma questão mais desafiadora agora que é montar uma equipe qualificada, competente, porque senão, sozinho, ninguém faz nada”.

Otimismo em relação a 2015

Armando Monteiro – “Os pessimistas no Brasil estão sempre condenados a perder. Quem apostar no pior, vai fazer uma aposta ruim. Um País que tem a nossa energia empreendedora, um País que se tornou a sétima economia do mundo, um País que tem instituições que, a meu ver, nos colocam numa posição de maior relevo do que os outros países dos Brics ou outros países emergentes, um País que tem instituições democráticas, onde há um amplo processo de liberdade, é um país que tem as bases, a inteligência, o talento, os recursos humanos necessários para que nós inauguremos um novo ciclo de crescimento na economia brasileira. Não é algo que seja fácil, não é uma tarefa trivial, é imensa e desafiadora, que exige esforço, disciplina e sobretudo compromisso com o nosso País”.

Desafios do próximo governo Dilma

Armando Monteiro – “Um desafio importante é que nós teremos a necessidade de fazer um ajuste macroeconômico, buscando o reequilíbrio macroeconômico, e aí nós vamos ter medidas de ajuste na área fiscal, especialmente na área fiscal. Mas eu costumo dizer que o objetivo da política econômica não é fazer ajuste. Ajuste é meio. O objetivo é o crescimento. E este ministério, o MDIC, ele joga no ataque, ele é ponta de lança, não pode jogar na defesa. Mas nós reconhecemos que o equilíbrio, o reequilíbrio macroeconômico, é importante para o País. O País precisa deste ajuste. E eu acho que a equipe nova, especialmente o novo ministro da Fazenda, é um homem que tem credenciais para poder fazer esta tarefa, e nós temos que encontrar no ministério uma agenda que de alguma maneira seja importante para o setor produtivo e que não tenha muito impacto fiscal, porque senão nós estaríamos, de alguma maneira, na contracorrente desse processo de ajuste”.

Data da posse no ministério

Armando Monteiro – “Todos serão empossados, é uma decisão que foi tomada pela presidente Dilma, todos serão empossados no dia 01 de janeiro, no primeiro dia do novo mandato”. (A solenidade de transmissão do cargo no Ministério do Desenvolvimento ocorrerá dia 7 de janeiro, às 15h).

Presença de pernambucanos na equipe

Armando Monteiro – “Eu tenho mantido contatos também com quadros aqui do Estado. Então, se puder contar com quadros aqui do Estado, é uma coisa muito importante. Vamos ver se é possível. Se você encontra a pessoa com essa disposição, se tem evidentemente o perfil requerido pela função, vamos buscar isso”.

Melhorar indicadores da balança comercial

Armando Monteiro – “Nós tivemos um ano marcado por dois problemas sérios. O primeiro, os preços das commodities que o Brasil exporta, os preços caíram muito. Por exemplo, só o minério de ferro, com a redução dos preços, nós perdemos alguma coisa como 5 bilhões de dólares de receita, só neste item. Então está havendo uma queda de preço das commodities e isto afeta as exportações brasileiras. E por outro lado os principais mercados das manufaturas brasileiras, ou seja, dos produtos industrializados que o Brasil exporta, alguns mercados muito importantes estão muito retraídos, como o mercado argentino, por exemplo. As exportações para a Argentina caíram este ano mais de 20%. E é um mercado estratégico para o Brasil. Agora nós temos que buscar valorizar, e esta é uma missão do ministério, ter uma política comercial ativa. Isto significa o seguinte: valorizar os parceiros estratégicos, promover novos acordos comerciais, sobretudo em novas áreas, para ampliar o acesso dos produtos brasileiros a estes mercados. Por exemplo, o mercado dos Estados Unidos é um mercado que vem se recuperando. Este ano as exportações de máquinas do Brasil, a área em que mais cresceram foi nos Estados Unidos. Os Estados Unidos foi um mercado que registrou o maior crescimento para as exportações brasileiras de máquinas. Então, a nossa estratégia é uma política ativa, diversificação de mercados e atuar para melhorar o custo das empresas. Porque as empresas só exportam se forem competitivas. E para serem competitivas precisam reduzir custos, aumentar a eficiência e melhorar a produtividade”.

Como melhorar a balanço em 2015, ano de ajustes e aperto

Armando Monteiro – “Eu acho que a exportação é uma oportunidade para a economia, é uma janela, porque se nós vamos ter menor crescimento no Brasil, nós temos que ser sócios do crescimento dos países que têm maior potencial neste momento. E como é que fazemos isto? Exportando para eles. Então eu acho que nós precisamos ter um olhar sobre estes mercados”.

Melhor ambiente para a exportação

Armando Monteiro – “Precisamos simplificar o processo aduaneiro e a burocracia para quem exporta. Este é um dos objetivos do ministério, simplificar os processos, desburocratizar. Tem agora a figura do operador aduaneiro, o operador autônomo. Então, é uma forma de você facilitar a vida do exportador, é uma medida que está na direção do que nós consideramos que é importante. Agora, o Brasil tem uma série de desafios. Concluir o acordo Mercosul-União Européia, que é um acordo que há muito tempo vem se trabalhando e até agora não foi concluído. Diria que estamos perto da conclusão, isto é muito importante para o Brasil, porque você pode ter acesso, na União Européia, a setores importantes para bens industriais produzidos no Brasil. Nós temos o desafio de nos integrar a outros blocos aqui na América Latina, como por exemplo a aliança do Pacífico, considerando hoje que Colômbia, Chile, Peru têm acordos preferenciais com a Zona do Pacífico, com os países do Pacífico, e o Brasil pode se integrar neste processo. E o outro ponto, como eu disse, é valorizar alguns mercados tradicionais, que hoje exigem uma maior atenção do Brasil, como por exemplo o mercados dos Estados Unidos”.

Sobre a escolha do novo presidente da Assembleia Legislativa

Armando Monteiro – “O problema da ALEPE é dos deputados estaduais. Primeiro, eu preciso saber a opinião da nossa bancada sobre o processo. É uma definição também do quadro lá da disputa. Quantos candidatos são? Quais são os candidatos? Então, eu não posso emitir nenhum juízo ainda, antes de conversar com a nossa bancada e de conhecer o quadro que vai se apresentar”.

Sinalização ou não de apoio a Guilherme Uchôa

Armando Monteiro – “Eu não tenho oficialmente esta posição porque não me reuni com a bancada ainda, mas vou me reunir com a bancada e lhe garanto que esta decisão será deles, porque eu estou falando de comércio exterior com vocês e eles é que vão falar sobre a ALEPE”.

Conversas com Uchôa

Armando Monteiro – “Faz tempo que não nos falamos, mas não temos nenhuma dificuldade. Eu acho que falei com ele já há algum tempo. Ele me telefonou quando houve o anúncio da designação para o ministério, para parabenizar, não falamos com relação à ALEPE. Sobre a ALEPE, eu preciso saber qual é o quadro, não há vetos. Eu uma vez me manifestei sobre aquela questão da mudança da Constituição, mas os deputados terminaram promovendo estas mudanças. Portanto, se eles, ao final, resolveram mudar a Constituição várias vezes, não sou eu que me arvorarei a ser o guardião da Constituição estadual. Eles é que definem estas mudanças”.

Mais investimentos em infraestrutura

Armando Monteiro – “Primeiro, quem resolve a questão da infraestrutura não é um ministério. A questão da infraestrutura é muito complexa. Isto exige investimentos e ai você tem uma interface com outros ministérios. O Ministério dos Transportes, toda esta coisa do PAC, nós temos, por exemplo, aqui em Pernambuco a questão da Transnordestina, que é uma obra estratégica do ponto de vista da competitividade. Vamos atuar para isto na medida em que o ministério possa se articular com os outros ministérios. Mas não é algo que depende de uma ação do MDIC. E a questão da carga tributária vamos atuar, sim, senão para fazer a reforma ampla, que depende do Congresso Nacional, mas vamos atuar para ver se melhora o ambiente da tributação em algumas áreas, como o PIS/COFINS, por exemplo, onde nós temos hoje um sistema muito complexo, e que pode ser muito simplificado”.

Impacto da redução do IPI para os Estados

Armando Monteiro – “A questão é mais complicada. Você desonerou o IPI para estimular alguns setores de bens de consumo duráveis, automóveis, linha branca. E a economia é um sistema de vasos comunicantes. O setor também gera empregos no Nordeste. O setor automotivo também existe no Nordeste, temos planta na Bahia, temos planta em Pernambuco, que vai entrar em operação, temos empresas locais que são líderes nacionais no setor de autopeças e que geram empregos em Pernambuco, como, por exemplo, a Baterias Moura, que é a empresa que tem a maior participação no mercado nacional hoje, e que portanto qualquer medida que estimule o setor automotivo beneficia esta empresa. O que você está referindo é a questão do FPM, ou seja, é o impacto da redução do IPI na conta dos municípios e do Estado e, em menor grau, porque a dependência é menor. Mas há uma conta que nós não temos condições desfazer, que é o seguinte: se não existissem estas desonerações a atividade econômica cairia e ao cair isto afetaria também a receita amplamente, de todo o circuito, toda a cadeia produtiva. E que prejuízo isto causaria? Portanto, o que nós temos que sempre considerar é o efeito líquido, ou seja, entre o benefício e o resultado, o que é que ao final isto produziu. Então, eu acho que foram medidas justificáveis no seu tempo, mas agora o Brasil vai viver uma outra realidade, que é o ajuste fiscal. Com o ajuste fiscal, a tendência é que estas desonerações possam ser revistas, especialmente a do IPI, mas este processo também tem que ser gradual, para que você não cause um impacto maior na atividade econômica”.

Madalena Britto recebe Fernando Bezerra Coelho em Arcoverde nesta Sexta (12)

Nessa sexta-feira (12), a Prefeita Madalena Britto recebe o senador Fernando Bezerra Coelho, em Arcoverde. Coelho teve uma votação expressiva na cidade e gostaria de agradecer ao grupo, que se dispôs a trabalhar por ele. O almoço acontece no auditório do Hotel Cruzeiro com a presença também de outros prefeitos da região.