segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

“O empresário teve canal permanente com Lula”, diz Armando Monteiro, ex-presidente da CNI

Líder empresarial mais próximo do governo nos últimos oito anos, Armando Monteiro, ex-presidente da CNI e senador eleito por Pernambuco pelo PTB, vê no presidente Lula características de um grande estadista.

Em entrevista ao iG, ele admite que teve algumas desconfianças no início do governo, mas que logo desapareceram, em razão, principalmente, do comprometimento com os pilares da política macroeconômica.

Segundo Armando Monteiro, o compromisso ficou claro em uma reunião dele com Lula, Antonio Palocci, então ministro da Fazenda, e Henrique Meirelles, presidente do Banco Central.

“Fui reclamar da política monetária [a Selic foi a 26,5% ao ano em fevereiro de 2003] e, em momento algum, Lula deixou de respaldar a decisão do Copom”, contou o empresário. “A partir daí, passei a imaginar que teríamos um bom governo”.

A seu ver, o diálogo entre o governo e a iniciativa privada é um dos grandes legados que o presidente deixa após seus oito anos de governo. Como exemplos desta cooperação, Monteiro destaca a criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial, a Lei do Bem, a Nova Lei de Inovação, além de medidas de desoneração do investimento. Todas estas iniciativas no primeiro mandato de Lula. “O empresariado teve canais permanentes de diálogo com o governo. Será um dos grandes legados deixados por Lula a presidente Dilma, sem dúvida”, afirmou Monteiro.

No segundo mandato, Monteiro cita o grupo de acompanhamento da crise, que culminou na criação do Programa de Sustentação do Investimento, no Minha Casa Minha Vida e em outras desonerações, como para materiais de construção, veículos e linha branca. “Lula foi alguém capaz de governar sem preconceito com o empresariado”, disse. O empresário, no entanto, cita a falta de reformas estruturais como uma falha do governo. “Poderíamos ter avançando mais nas reformas tributária, trabalhista e sindical”.

Para ele, junto com a necessidade de investimentos em infraestrutura e atenção a questões como o câmbio e os juros, Dilma Rousseff terá de avançar na agenda das reformas. “A presidente, que não tem o carisma de Lula, vai ter que se destacar por sua capacidade gerencial, o que pode significar melhorias na agenda das reformas e no microambiente econômico”.

Em relação às comparações do governo Lula com o de Fernando Henrique Cardoso, Monteiro ressalta os diferentes momentos do País sob o comando de cada um. “O mundo foi diferente. O governo FHC teve muitos méritos – macroeconomia, estabilidade, responsabilidade fiscal, privatizações bem sucedidas. Embora em outra conjuntura, o saldo foi positivo. Mas, acho que Lula pode ousar mais e construir resultados mais expressivos”.

“Lula foi um estadista, na medida em que soube preservar a racionalidade econômica sem esquecer o compromisso com o combate à desigualdade”. Fonte: Blog Guilherme Barros

Dilma pede a ministro condições para aprovar Reforma Tributária no primeiro semestre

Entre as prioridades definidas para o ministro Guido Mantega (Fazenda), em reunião realizada na manhã de hoje, a presidente Dilma Rousseff destcaou dois pontos: cortes no orçamento e condições para realização da reforma tributária ainda no primeiro semestre.
 
Já existe uma reforma tirbutária encaminhada ao Congresso, que inclui a distribuição de impostos para estados e municípios e reclassifica os impostos por origem e destino.
 
É melhor para Dilma Rousseff tentar agilizar a aprovação da reforma logo no começo de seu Governo. Seria uma tentativa de prevenção contra maiores desdobramentos políticos negativos, que trariam posteiores dificuldades para aprovação da matéria.
 
O termômetro para a presidente será a aprovação do salário mínimo de R$ 540. DE fato, quem vai articular e estudar a melhor condução para o êxito dos anseios de Dilma será o secretário executivo da Fazenda, Nelson Barbosa. (Portal IG)

Isaltino Nascimento se inspira em Dilma e coloca primeira mulher no DER

Hoje será a trasmissão de cargo da Secretaria de Transportes, no DER a partir das 15h. Isaltino Nascimento assume a pasta. A novidade é Eryka Luna. Ela assume a presidência do DER hoje a partir das 15h. Ela será a primeira mulher a assumir o órgão.

Ela é engenheira civil, formada pela escola politécnica de Pernambuco. Com 37 anos, sempre trabalhou na iniciativa privada, antes de ingressar na Secretaria de Habitação, controlada pelo PT no governo Eduardo. Daqui a pouco, um perfil mais completo. (Jamildo Melo)

Construção de escola técnica marca início do novo Governo

A primeira das 47 escolas técnicas previstas no novo plano de governo vai começar a ser erguida. Na manhã desta segunda-feira (03), o governador Eduardo Campos assinou a ordem de serviço para a construção da Escola Técnica Estadual Alcides Nascimento Lins, em Camaragibe. A solenidade marcou o primeiro ato administrativo do novo secretariado que inicia hoje os trabalhos à frente de suas respectivas pastas.

Cerca de R$ 4,6 milhões – recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) – serão investidos para construção de 12 salas de aula, biblioteca, anfiteatro, quadra de esportes coberta e 08 laboratórios. Outros R$ 4 milhões por ano serão necessários para manter a escola em funcionamento.

Para o governador, a educação é essencial na busca do equilíbrio do desenvolvimento. “Estamos crescendo quase o dobro do Brasil. E temos de treinar e capacitar as pessoas, para que a gente possa dar sentido ao desenvolvimento econômico. Só faz sentido a economia crescer quando o povo cresce junto com ela. Em cada cidade de 40 mil habitantes vamos ter escolas técnicas, em todas vão ter escolas de referência em tempo integral”, garantiu Eduardo.

Para viabilizar o projeto, a prefeitura de Camaragibe investiu R$ 2,3 milhões na compra do terreno, que fica na av. General Newton Cavalcante, Jardim Primavera, no começo da subida para quem se dirige a Aldeia. “Essa era uma obra que faltava para a nossa cidade. Agradeço em nome dos mais de 144 mil habitantes de nosso município”, disse o prefeito João Lemos.

A Alcides Nascimento Lins terá capacidade para 720 alunos, sendo 180 no modelo ensino médio integrado e 540 no subseqüente. Até 2012, além de Camaragibe, outros municípios 10 municípios vão receber uma ETE desse porte: Lajedo, Araripina, Bezerros, Bonito, Carnaíba, Gravatá, Santa Cruz do Capibaribe, São José do Egito, Igarassu e Olinda. “Eu assumi um compromisso público de entregar novas 47 escolas como essa, que vão fazer nossa rede Estadual sair de cinco escolas técnicas para 60 até 2014”, disse o governador.
Eduardo ressaltou ainda a homenagem ao jovem Alcides Nascimento, que foi assassinado a tiros no bairro da Torre no ano passado. “É uma homenagem para que sua referência estimule muitos jovens a estudar, a poder se preparar para nos ajudar a construir um Pernambuco mais justo, com mais paz”, afirmou.

VAGAS - A Secretaria de Educação do Estado (SE) abriu seleção para o preenchimento de 5.220 vagas para os 23 cursos oferecidos em 12 Escolas Técnicas Estaduais (ETEs) e 05 Escolas de Referência em Ensino Médio. As inscrições são feitas exclusivamente via internet de 03 a 14 de janeiro de 2011, no site da Fadurpe: www.fadurpe.com.br/seep2011. Os interessados que não dispuserem de acesso à internet as Escolas Técnicas disponibilizarão um local de apoio, com computadores e o candidato poderá se inscrever para duas opções de curso na mesma escola.




‘Desafios são enormes’, diz Padilha ao assumir Ministério da Saúde

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assumiu oficialmente o cargo nesta segunda-feira (3) afirmando que irá trabalhar para cumprir a meta estabelecida pela presidente Dilma Rousseff de “erradicar a miséria do país”. Em discurso na sede do ministério, Padilha reconheceu que a área da Saúde tem “desafios enormes” para serem cumpridos durante os próximos quatro anos.

“Sei dos vários desafios que tem a saúde no país. Os desafios são enormes. A presidenta Dilma também tem plena convicção disso. Quero convencer todos os gestores da saúde da grande meta de erradicar a miséria do país, estabelecida pela presidenta Dilma Rousseff”, discursou Padilha.

Padilha ainda prometeu dar continuidade às ações estabelecidas por Temporão: “O mesmo cuidado que vocês tiveram, certamente vamos ter. E também uma continuidade das ações e dos programas conduzidos pelo ministério ao longo desse tempo.”

Em um discurso longo, em que fez uma análise sobre o futuro da saúde no país, o ex-ministro Temporão fez um alerta para a crescente “americanização” da saúde brasileira a partir da política de incentivo ao setor privado de planos de saúde.

Temporão também agradeceu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela oportunidade de ter comandado o Ministério da Saúde: “Foram tempos de muito trabalho e realizações.”

O ex-ministro também lembrou as realizações do governo Lula ao dizer que a “dívida social finalmente começou a ser reduzida” no país. O ex-ministro fez questão de lembrar a importância da eleição de Dilma Rousseff: “O Brasil entra em uma nova era. Agora, pela primeira vez, governado por uma mulher.”

Privatizar aeroportos é só o primeiro passo

A decisão do governo Dilma de entregar à iniciativa privada a construção e a operação dos novos terminais de passageiros nos aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, e Viracopos, em Campinas, de acordo com reportagem publicada desta segunda-feira no jornal Folha de S. Paulo, não será suficiente para deixar em ordem a estrutura do setor aéreo.

Segundo uma fonte da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), que pede para não ser identificada, este é apenas o primeiro passo em um processo que precisa ser mais abrangente. "É preciso incluir outros ângulos na discussão. Se não houver um marco regulatório bom para a aviação, uma base sólida, não vai mudar", disse o especialista.

Mais importante do que privatizar os terminais é centralizar a administração do setor aéreo e colocá-la sob um nome forte, de acordo com a fonte da Iata. "É importante ter alguém que se responsabilize por trazer toda a indústria para conversar. Isto inclui empresas aéreas, agências regulatórias e os consumidores." Neste domingo, o novo ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, confirmou que o governo criará um órgão especial para administrar o setor.

Uma das críticas recorrentes à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), responsável pelos aeroportos brasileiros, é a administração ineficiente e distante das reais necessidades dos passageiros. Por isso, uma gestão centralizada e a participação da iniciativa privada facilitariam o processo de aproximação com o público.

Outro ponto positivo, na avaliação do especialista, é o fato de que as empresas privadas podem incorporar à administração dos aeroportos um planejamento de longo prazo. "As companhias já estão se programando para os próximos 10 anos. O que falta historicamente no Brasil é a projeção ao tomar decisões. É disso que a estrutura aeroportuária precisa." (EXAME.COM)

domingo, 2 de janeiro de 2011

Sertânia: Educação ganha novo ônibus

Sertânia acaba de ganhar um importante reforço para o transporte escolar da rede municipal. A Prefeitura de Sertânia recebeu mais um ônibus Zero Km do Programa Caminho da Escola do Governo Federal.

O veículo é o terceiro recebido pelo município através do programa e custou R$ 198 mil.

O programa Caminho da Escola é gerenciado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e foi criado em 2007 com o objetivo de renovar a frota de veículos escolares no Brasil, garantindo mais conforto e segurança aos estudantes matriculados na educação básica.

“Vamos fazer um Governo melhor que o primeiro”

Neste domingo (2), um dia após ser reconduzido ao comando do Executivo estadual, o governador Eduardo Campos empossou o “time” de secretários que irá trabalhar ao seu lado neste segundo mandato. A cerimônia realizada no Palácio do Campo das Princesas oficializou a condução de 28 do total de 30 gestores às respectivas pastas. Maurício Rands, futuro secretário de Governo, encontra-se em missão parlamentar ao exterior do País e foi o único gestor já anunciado que não participou do evento.

O Governo do Estado enviará para aprovação da Assembleia Legislativa ainda esta semana um novo modelo de organograma que prevê a criação, extinção e fusão de algumas pastas. Com isso, titulares de secretarias que ainda não foram instituídas formalmente assumiram temporariamente outras já existentes.

Antônio Carlos Maranhão, futuro secretário de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo, assinou o livro de posse como secretário de Juventude e Emprego. Raquel Lyra (Criança e Juventude) assumiu interinamente Articulação Social. Ricardo Leitão ficou com a Secretaria Especial da Copa de 2014 até a criação da Secretaria Extraordinária da Copa de 2014. Sileno Guedes (Articulação Social e Regional) foi nomeado para Desenvolvimento e Articulação Regional. Já Marcelino Granja, assumiu o comando de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, embora a política ambiental do Estado irá ganhar uma pasta específica.

Em discurso, Eduardo ratificou a sua confiança na nova equipe. “Nós vamos fazer um Governo melhor do que fizemos”, garantiu, citando a experiência do primeiro mandato como uma grande “companheira” para os próximos quatro anos. “Começamos embalados por muita animação e consciência de que Pernambuco tem pressa e nós temos mais ainda. Tenho absoluta confiança de que daremos conta dessa tarefa”.

O governador também afirmou que os altos índices de aprovação da sua administração não vão impedir a cobrança de empenho e de resultados por parte da equipe: “Terei dos senhores a dedicação ao trabalho e os senhores terão de mim o exemplo, a disciplina, a capacidade de ajudar as suas equipes e também de cobrar em nome do povo de Pernambuco”, disse Eduardo.

Antes das palavras do governador, o novo secretário da Casa Civil, Tadeu Alencar representou todo o secretariado na leitura do termo de compromisso. O ex-procurador Geral do Estado também discursou em nome dos demais colegas: “Estamos animados a retribuir essa confiança. Acho que tem muita coisa a ser feita”, disse Alencar.

Dos sete secretários mantidos nos respectivos cargos apenas Renato Thièbaut (Chefia de Gabinete) assinou o livro de posse, pois ainda não havia sido formalizado. Os demais receberam apenas os cumprimentos do governador. Mário Cavalcanti (Casa Militar), Evaldo Costa (Imprensa), Wilson Damásio (Defesa Social), além de Ranílson Ramos (Agricultura e Reforma Agrária), Cristina Buarque (Mulher) e João Bosco (Recursos Hídricos e Energia).

Além dos já citados, tomaram posse neste domingo os seguintes gestores: Ana Cavalcanti (Esportes), Ariano Suassuna (Assessoria Especial do Governador), Thiago Norões (Procuradoria Geral do Estado), Ricardo Dantas (Administração) e Paulo Câmara (Fazenda). Alexandre Rebelo (Planejamento e Gestão), Djalmo Leão (Controladoria Geral do Estado), Alberto Feitosa (Turismo), Geraldo Júlio (Desenvolvimento Econômico) e Isaltino Nascimento (Transportes), e ainda Danilo Cabral (Cidades), Fernando Duarte (Cultura), Anderson Gomes (Educação), Antônio Figueira (Saúde) e Laura Gomes (Desenvolvimento Social e Direitos Humanos).

DESPEDIDA – Ministro da Integração Nacional, o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente do Porto de Suape, Fernando Bezerra Coelho aproveitou a ocasião para transmitir o cargo ao ex-secretário de Planejamento e Gestão, Geraldo Júlio. Classificou seu sucessor como a “maior revelação política-administrativa deste Estado”. “Você vai fazer mais e melhor que eu fiz”, disse Bezerra Coelho, que toma posse amanhã, às 15h, em Brasília.

Geraldo Júlio apontou algumas prioridades da sua nova missão como a consolidação de Suape como um polo global, vital para “reindustrialização do Estado” e a continuidade dos grandes investimentos já em curso como a Refinaria Abreu e Lima, o Estaleiro Atlântico Sul, a fábrica da Fiat e a Companhia Siderúrgica de Suape.